Embalagens flexíveis têm maior fatia no lançamento de produtos...

No consolidado até junho deste ano, 53% dos produtos (2.870) lançados em todo o mundo utilizaram embalagens plásticas, principalmente as flexíveis. Estas já ultrapassaram os frascos plásticos em participação no lançamento de produtos - até 2005, os frascos eram líderes. Hoje, em terceiro lugar nos lançamentos, figuram as embalagens de cartão. Estima-se que mensalmente sejam lançados 22.500 produtos em todo o mundo com uma taxa de aumento anual na casa de 17%.
Quem traz os dados é Fábio Mestriner, Coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, que apresentou os números durante o Café da Manhã da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) realizado na terça-feira, 21, na sede da Abiplast, em São Paulo.

Segundo Mestriner, a embalagem plástica também é a que apresenta os maiores índices de crescimento no Brasil e no mundo. "O que se deve, em grande parte, ao aumento de 44,8% no número de inovações na área de plástico nos últimos três anos. Ou seja, as embalagens plásticas respondem por quatro vezes mais novidades que os demais materiais de embalagem juntos."

Contudo, o material ainda enfrenta a perseguição ambiental. Mestriner diz que o plástico sofre com a "equação de desvalor da embalagem". "Em outras palavras, a sociedade vive um caldo de cultura focado no problema ambiental e com as informações erradas que recebe sobre o plástico acaba crucificando o material; os políticos aproveitam o aplauso fácil do eleitorado."

De acordo com o IBGE, das 83 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) coletadas no País, apenas 2,9% são plástico; os orgânicos (basicamente alimentos) respondem por 52,5% desse total, seguidos por papel e papelão com 24,5% de participação.

A solução imediata está na reciclagem, principalmente com recuperação de energia. "A energia contida somente nos plásticos encontrados no lixo urbano equivale a 2,4 bilhões de litros de óleo diesel." Mestriner acredita que, por este potencial, o Brasil poderia facilmente tornar-se líder mundial em reciclagem de embalagens.

Do ponto de vista de mercado, o coordenador da ESPM enxerga como oportunidades para as embalagens plásticas flexíveis os stand-up pouches (SUP), monomaterial e retort (esterilizável); as embalagens para água mineral; e as embalagens para carnes e derivados com foco na exportação.

"Mas precisamos estar atentos aos novos drivers da inovação: crescimento populacional, aumento da longevidade da população, maior urbanização, aumento no consumo de embalagens e maior preocupação com o impacto ambiental."
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Também em queda em 2009, setor de flexíveis está otimista quanto a 2010
 
Embora os números do ano não estejam totalmente consolidados, o setor de embalagens flexíveis espera fechá-los em queda, informou hoje Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexívieis (Abief). "Sabemos que houve uma redução, tanto de faturamento quanto de tonelagem, em torno de 5,5% por conta da crise", disse. "Estamos otimistas em relação a 2010." Com base em pesquisa realizada pela consultoria Maxiquim, a Abief prevê que o setor crescerá cerca de 8% em 2010, depois de amargar um 2009 em que seu nível histórico de crescimento, de uma e meia a duas vezes o índice de variação do PIB, não foi atingido. Para sustentar a retomada dos negócios este ano, a entidade planeja, entre outras ações, a realização do 1º Fórum Latino-Americano de Embalagens Flexíveis, agendado para 10 de junho, em São Paulo.
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